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Anedotas | Parte I
Anedotas | Parte I
Sexta, 25 de Janeiro de 2008
* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor
Fim. Impossibilitado de desatar as amarras. Cambaleante de emoção. Está algemado em seu passado. Só ele não percebeu. Ele não sabe ler. É apenas sensitivo. Nada faz sentido. Flertes, sinais do corpo. Nuance de um previsto romance secreto. Amigos indo e vindo. Sorrisos estampados. É o final da festa. A galera se abraça. É aquela felicidade toda.
Lotação As pessoas cheiram a naftalina. Embalsamadas na hipocrisia. O tempo todo, vítimas aquém. Bebidas, cigarros e afins. Drogas em busca de uma anestesia geral. Todas desconexas da verdade. Como se possível fosse. Amedrontadas não cuidam do jardim. Como ervas daninhas tramam algoz. Não abrem a porta, e pela fresta da janela não enxergam. A verdade, no céu azul, empinando pipa.
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